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China tira isenção para o aço e ameniza batalha no Brasil

24/06/10

 

A chegada do mês de julho deverá acirrar as negociações na cadeia brasileira do aço. O aumento previsto de cerca de 35% do valor do minério de ferro fornecido pela Vale -maior produtora do metal - e que deverá entrar em vigor a partir do dia 1º de julho, exigirá aumento do preço do aço, que entrará diretamente nos custos das montadoras.

A Fiat e o grupo Renault- Nissan já se preparam para recorrer ao aumento das importações do aço, caso não haja brecha para negociação com as siderúrgicas. "Hoje o aço que vem da Usiminas e de outros fornecedores locais já está chegando 15% mais caro em nossa fábrica, se comparado ao produto asiático, disse o gerente de Logística do Grupo Fiat Automóveis, Mauricélio Faria. Segundo ele, se esse valor subir ainda mais, vai ficar inviável.

De acordo com o executivo, o preço do aço nas fábricas ainda não impactou o produto final. "Por enquanto o aumento do preço foi bem absorvido e temos condições de segurar as oscilações do mercado por enquanto, mas não poderemos sustentar depois de 1º de julho.

A partir do próximo mês, será necessário negociar com as siderúrgicas do mercado externo. O que temos aqui é uma situação simples de mercado competitivo, em que quem tem o menor preço leva", previu Faria.

O presidente da Volkswagen do Brasil, Tomas Schmall, também anunciou na semana passada parcerias internacionais para importação de aço. "Hoje, os fornecedores europeus e asiáticos estão mais acessíveis", afirmou Schmall, que acrescentou: "Já começamos a estudar possibilidades de contratos de 18 a 36 meses de importação, já que não há previsão de redução de preços do minério e consequentemente de arrefecimento do impacto dos aumentos do insumo no aço nacional".

A declaração do executivo foi uma resposta às afirmações feitas pelo presidente da Usiminas, Wilson Brumer, no início do mês. Na ocasião, o executivo da siderúrgica já previa o aumento do aço como consequência da majoração do minério: "Não queremos nos antecipar sem estudar a situação, mas certamente se há um aumento no preço do minério, não poderemos fechar os olhos".

Atualmente, a Volkswagen importa 30% de todo o aço utilizado nos carros nacionais, enquanto a Fiat e a Ford estão na casa dos 15% e 20%. A pretensão das montadoras, no entanto, não é diminuir esta marca.

A Posco, principal siderúrgica da Coreia do Sul, acaba de anunciar um aumento de 6% dos produtos feitos de aço para o terceiro trimestre.
 
 
Por DCI - SP
 

 

  

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