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Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas devem reajustar o frete em 18% para atender demanda e investir em modernização

07/02/10

 

O cenário do transporte rodoviário de cargas no final de 2009 não era o desejado pela empresas que atuam no setor. Terminais superlotados, falta de caminhões, de motoristas e até de ajudantes causaram expressivos atrasos nas entregas. Em consequência disto, estima-se que devem ser revistos os valores cobrados pelos serviços prestados a fim de atender às necessidades imediatas do setor.

No segundo semestre de 2009, a NTC&Logística realizou uma pesquisa e divulgou, em outubro, que o reajuste para as empresas poderem se reestruturar e investir deveria ser de 15%.

Muitas transportadoras não conseguiram praticar essa porcentagem e agora a entidade, após nova pesquisa, sugere que o reajuste deve ser de 18%. De acordo com presidente da NTC, Flávio Benatti, quem conseguiu repassar os fretes naquele período deve compensar agora.

“Além disso, é importante que as empresas sejam remuneradas pelos serviços adicionais, como o tempo de espera dos caminhões nos clientes e nos postos fiscais, a permanência da carga nos terminais, a cubagem das cargas volumosas, o manuseio e custos com gerenciamento de riscos, entre tantos outros fatores que contribuem para formar o valor cobrado pelo serviço”, afirma.

A crise econômica que abateu o mundo no final de 2008 trouxe consequências graves para a atividade e empresários. Como forma de se proteger e preservar clientes, eles adiaram investimentos e cederam às pressões do mercado, concedendo descontos.

Com a retomada da economia, já a partir do segundo semestre de 2009, não houve tempo e nem recursos suficientes para atender à demanda do final do ano com a qualidade e segurança necessárias.

Para agravar o quadro, exigências e restrições por parte dos governos e das empresas contratantes estão cada vez maiores.

Fatores como taxas, vistorias, licenças e restrições à circulação dos veículos comerciais reduzem a produtividade e encarecem o serviço prestado.

“Diante do quadro em que o setor se encontra, é necessário fazer o realinhamento do frete, pois somente assim, as empresas poderão cobrir os custos, recompor a margem de lucro e investir para que a demanda seja atendida de forma eficiente e com qualidade”, assegura Benatti. Para ele, caso o valor não seja alterado, o Brasil perderá economicamente, pois o transporte de cargas é um ponto crucial para o desenvolvimento do País.

“Desta forma, a NTC julga recomendável que os usuários dos serviços de transportes rodoviários de cargas revejam as políticas de contratação de fretes. Se não o fizerem, correm o risco de verem suas demandas não supridas, ou atendidas abaixo do padrão de qualidade e segurança necessário e esperado”, afirma o presidente da entidade.

Benatti conclui dizendo que se as empresas que não tiverem a preocupação de expor a necessidade de reajustar o valor cobrado terão dificuldades em atender a demanda do mercado e perderão em produtividade, em quantidade de clientes e podem até desaparecer do mercado.
 
 
Por G & A Comunicação

  

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