Os contratos futuros de petróleo fecharam com leve alta ontem, com os investidores analisando dados levemente melhores de desemprego nos Estados Unidos, embora ainda preocupados com a situação fiscal dos países europeus. A desvalorização do dólar frente ao euro também colaborou para elevar a cotação da commodity.
Em Nova York, o WTI para agosto terminou o dia valendo US$ 76,51, com alta de 16 centavos de dólar. O contrato para setembro avançou 12 centavos de dólar, fechando o dia cotado a US$ 77,15. Em Londres, o Brent de agosto fechou a US$ 76,47, com alta de 20 centavos no fim do pregão, enquanto o vencimento de setembro ganhou 12 centavos de dólar, a US$ 76,80.
Os agentes analisaram o número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que recuou em 19 mil pedidos na semana passada, para 457 mil, depois de terem atingido, na semana retrasada um pico em dois meses. Em compensação, o dado de novas encomendas de bens duráveis nos EUA mostrou recuo de 1,1% em maio, para US$ 192 bilhões, após cinco taxas positivas consecutivas, incluindo um avanço de 3% em abril.
Isso confirma o diagnóstico do banco central americano anunciado na quarta-feira, que qualificou a conjuntura de "menos favorável ao crescimento" nos Estados Unidos devido ao que ocorre no exterior, em referência à crise orçamentária na zona do euro.
Nas bolsas, os investidores ainda repercutiram o alerta dados ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a situação preocupante da saúde financeira dos países europeus, fato que pode prejudicar o crescimento da economia americana.
Por Valor Econômico - SP